| diario_banal ( @ 2007-01-11 19:24:00 |
Barbie tasqueira
Meu rabiosque suavemente encostado ao frio banco de madeira gasta, fumava tabaco de enrolar Detroit com mortalhas Detroit.
- Labrego!
- Labrego o caraças! Teso!
Maria Ivone, 72 anos, saia preta, avental preto, blusa preta as bolinhas brancas estava tranquilamente sentada ao pé do balcão. Com o ultimo botão desabotoado, olhava para mim. Tinha um olho vendado, mas estranhamente com a venda levantada.
- É só para o estilo! Assim pareço uma pirata das Caraíbas!
Era uma magnifico exemplar de típica viúva. Tinha herdado do seu falecido marido esta – mundialmente conhecida - Tasca do Zé. Os clientes habituais, fieis amigos do antigo dono, fitavam-na com o ar pesadamente acusador.
- Coitado do Zé, se visse a figura dela agora. Rebarbada, oferecida!
Cuidava do negocio de família, como uma cão a proteger um osso. Rosnava quando os jovens entravam, impunha respeito. Era uma obreira sem perdão, quando baixava a venda os velhos punham-se a pau.
- Aqui não há fiado! Estas a ver esta venda, foi o ultimo que tentou. Fiquei com um olho assim, mas acredita que aquele cabrão nunca mais poderá ter filhos.
Contavam os sábios - a sombra do castanheiro e com um copo de tinto na mão - que o dito, tentando fugir sem pagar e armado em macho latino, tinha-lhe queimado o olho com um cigarro. E que ela, num golpe fantástico e perverso, tinha-se ajoelhado ao pé dele e com um olhar cioso tinha-se abraçado a ele.
- Queres me foder, és bem bonito sabes. Já há muito tempo que ninguém me fode, coitado do meu Zé, Deus lhe perdoa. Não te armes em tímido agora, gosto de verdadeiros machos como tu. Mostra lá as tuas jóias de família que aqui ninguém vai ficar a perder.
E Zasss, numa só dentada – tira-e-queda – acabou com os herdeiros do nosso caro amigo. Olhou para ele, sorriu e cuspiu os dois tomatinhos para um copo. Tranquilamente e assobiando, levantou-se e voltou a trás do balcão.
- Agora, é oferta da casa. O que é que se bebe aqui?
- Licor de Beirão – responderam todos em coro.
- E o teu, meu querido, vais ser neste copo aqui. Nem sequer vais precisar de gelo, já tens lá o acompanhamento especial da casa.
Olhava para mim, ou melhor, estrabíca, o olho nu olhava para os meus olhos e a venda para a minha braguilha. A tasca estava vazia por se jogar a final do campeonato distrital.
- Porcaria de futebol, é uma merda para os negócios. Mas não me posso queixar de ti, sempre fiel, não é querido?
Enquanto a minha mão direita aproximava-se dos meus testículos, apertei as pernas. Acabei com a imperial de penalti e - mesmo meio bêbado - não me sentia seguro. Ela, sentada a duas mesas de mim depois de ter limpo a casa de banho, desabotoou mais um pouco a blusa. Delicadamente, a mão direita aproximou-se das cuecas.
- Jovem, sabes como é, estes velhos não sabem acertar na sanita, fica o chão todo mijado, e depois para limpar não é brincadeira. Estou com um calor! Mas tu não, meu querido. Quando estás aqui sozinho, costumo olhar pelo buraco da fechadura, es um menino muito asseado. Gosto disso. Ofereço-te mais uma bebida.
- Não obrigado, estou bem, acho que vou para a casa, estou a ficar com sono.
Num movimento digno de Bruce Lee apanhou a bengala e atirou-a contra a porta, fechando-a, movimento este, acompanhado por uma rotação de cabeça. Com o balanço cuspiu a placa. Em camera lenta, observei a sua trajectória parabólica, acabando com um ricochete contra a parede, o que provocou um movimento rotativo da placa com aceleração do bater de dentes. Estes encaixaram-se na chave e trancaram a porta. Como que guiada por um comando remoto invisível ou se calhar uma intervenção divina, a placa voltou para dentro daquela boca, cada vez mais gulosa.
- Não sejas mal educado meu querido, bebe lá a cerveja e aproveita a companhia.
A mão dela estava a baixar as cuecas, ou melhor a cinta, ou melhor aquilo que lhe tapava o ventre e baixo-ventre. As moscas entraram em pânico, também o Bobby, coitado do cão. Desde a morte do Zé, este seu fiel amigo - tinha ficado entregue as mãos da Maria Ivone - ganhou um ar cansado e desgastado, Deus sabe o que se passava a noite dentro daquela casa. Tentavam escaparem-se. Mas nada, impossível de fugir, as moscas e o cão mandavam cabeçadas contra as janelas, mas não se abriam. O espectáculo até poderia se ter tornado cómico, se não estivesse lá - também eu - com eles, a tentar ajudá-los. Estávamos presos.
- Então querido, isto é tudo qualidade de primeira e já há tanto tempo que não serve que é como se fosse virgem!
A blusa já tinha saltado, aparecendo seis montes de carne informe a minha frente, não conseguia distinguir o que era pescoço, seio ou barriga. Era um verdadeira quebra-cabeças de banha e pele.
- Dizem que sou parecida com a Catarina Furtado, deve ser por causa da verruga. Fiz um pouco de cabaret quando era mais nova, ainda conheço alguns truques.
Com uma mão apanhou a cadeira que deslizou por baixo das suas pernas, levantado a saia preta, juntando mais algumas peças ao quebra-cabeças. A cadeira atirada, bateu na minha, fazendo-me cair de joelhos. Estava lá ela! Toda oferecida, colada ao meu rosto.
- Lindo menino, lindo, dá cá uns beijinhos a mãezinha, dá cá uns miminhos.
Com as suas mão agarrou na minha cabeça e Zasss.
Acordei, suado, e ri.
- Que sonho do caraças!
Fui a casa de banho e bebi um copo de agua. Voltei para o quarto, acendi a luz a procura dum cigarro e enfiei-me de novo na cama. Senti um corpo quente deitado a minha direita. Intrigado, levantei os cobertores.
- NNNNNNNNAAAAAAAAOOOOOOOOOOO
Meu rabiosque suavemente encostado ao frio banco de madeira gasta, fumava tabaco de enrolar Detroit com mortalhas Detroit.
- Labrego!
- Labrego o caraças! Teso!
Maria Ivone, 72 anos, saia preta, avental preto, blusa preta as bolinhas brancas estava tranquilamente sentada ao pé do balcão. Com o ultimo botão desabotoado, olhava para mim. Tinha um olho vendado, mas estranhamente com a venda levantada.
- É só para o estilo! Assim pareço uma pirata das Caraíbas!
Era uma magnifico exemplar de típica viúva. Tinha herdado do seu falecido marido esta – mundialmente conhecida - Tasca do Zé. Os clientes habituais, fieis amigos do antigo dono, fitavam-na com o ar pesadamente acusador.
- Coitado do Zé, se visse a figura dela agora. Rebarbada, oferecida!
Cuidava do negocio de família, como uma cão a proteger um osso. Rosnava quando os jovens entravam, impunha respeito. Era uma obreira sem perdão, quando baixava a venda os velhos punham-se a pau.
- Aqui não há fiado! Estas a ver esta venda, foi o ultimo que tentou. Fiquei com um olho assim, mas acredita que aquele cabrão nunca mais poderá ter filhos.
Contavam os sábios - a sombra do castanheiro e com um copo de tinto na mão - que o dito, tentando fugir sem pagar e armado em macho latino, tinha-lhe queimado o olho com um cigarro. E que ela, num golpe fantástico e perverso, tinha-se ajoelhado ao pé dele e com um olhar cioso tinha-se abraçado a ele.
- Queres me foder, és bem bonito sabes. Já há muito tempo que ninguém me fode, coitado do meu Zé, Deus lhe perdoa. Não te armes em tímido agora, gosto de verdadeiros machos como tu. Mostra lá as tuas jóias de família que aqui ninguém vai ficar a perder.
E Zasss, numa só dentada – tira-e-queda – acabou com os herdeiros do nosso caro amigo. Olhou para ele, sorriu e cuspiu os dois tomatinhos para um copo. Tranquilamente e assobiando, levantou-se e voltou a trás do balcão.
- Agora, é oferta da casa. O que é que se bebe aqui?
- Licor de Beirão – responderam todos em coro.
- E o teu, meu querido, vais ser neste copo aqui. Nem sequer vais precisar de gelo, já tens lá o acompanhamento especial da casa.
Olhava para mim, ou melhor, estrabíca, o olho nu olhava para os meus olhos e a venda para a minha braguilha. A tasca estava vazia por se jogar a final do campeonato distrital.
- Porcaria de futebol, é uma merda para os negócios. Mas não me posso queixar de ti, sempre fiel, não é querido?
Enquanto a minha mão direita aproximava-se dos meus testículos, apertei as pernas. Acabei com a imperial de penalti e - mesmo meio bêbado - não me sentia seguro. Ela, sentada a duas mesas de mim depois de ter limpo a casa de banho, desabotoou mais um pouco a blusa. Delicadamente, a mão direita aproximou-se das cuecas.
- Jovem, sabes como é, estes velhos não sabem acertar na sanita, fica o chão todo mijado, e depois para limpar não é brincadeira. Estou com um calor! Mas tu não, meu querido. Quando estás aqui sozinho, costumo olhar pelo buraco da fechadura, es um menino muito asseado. Gosto disso. Ofereço-te mais uma bebida.
- Não obrigado, estou bem, acho que vou para a casa, estou a ficar com sono.
Num movimento digno de Bruce Lee apanhou a bengala e atirou-a contra a porta, fechando-a, movimento este, acompanhado por uma rotação de cabeça. Com o balanço cuspiu a placa. Em camera lenta, observei a sua trajectória parabólica, acabando com um ricochete contra a parede, o que provocou um movimento rotativo da placa com aceleração do bater de dentes. Estes encaixaram-se na chave e trancaram a porta. Como que guiada por um comando remoto invisível ou se calhar uma intervenção divina, a placa voltou para dentro daquela boca, cada vez mais gulosa.
- Não sejas mal educado meu querido, bebe lá a cerveja e aproveita a companhia.
A mão dela estava a baixar as cuecas, ou melhor a cinta, ou melhor aquilo que lhe tapava o ventre e baixo-ventre. As moscas entraram em pânico, também o Bobby, coitado do cão. Desde a morte do Zé, este seu fiel amigo - tinha ficado entregue as mãos da Maria Ivone - ganhou um ar cansado e desgastado, Deus sabe o que se passava a noite dentro daquela casa. Tentavam escaparem-se. Mas nada, impossível de fugir, as moscas e o cão mandavam cabeçadas contra as janelas, mas não se abriam. O espectáculo até poderia se ter tornado cómico, se não estivesse lá - também eu - com eles, a tentar ajudá-los. Estávamos presos.
- Então querido, isto é tudo qualidade de primeira e já há tanto tempo que não serve que é como se fosse virgem!
A blusa já tinha saltado, aparecendo seis montes de carne informe a minha frente, não conseguia distinguir o que era pescoço, seio ou barriga. Era um verdadeira quebra-cabeças de banha e pele.
- Dizem que sou parecida com a Catarina Furtado, deve ser por causa da verruga. Fiz um pouco de cabaret quando era mais nova, ainda conheço alguns truques.
Com uma mão apanhou a cadeira que deslizou por baixo das suas pernas, levantado a saia preta, juntando mais algumas peças ao quebra-cabeças. A cadeira atirada, bateu na minha, fazendo-me cair de joelhos. Estava lá ela! Toda oferecida, colada ao meu rosto.
- Lindo menino, lindo, dá cá uns beijinhos a mãezinha, dá cá uns miminhos.
Com as suas mão agarrou na minha cabeça e Zasss.
Acordei, suado, e ri.
- Que sonho do caraças!
Fui a casa de banho e bebi um copo de agua. Voltei para o quarto, acendi a luz a procura dum cigarro e enfiei-me de novo na cama. Senti um corpo quente deitado a minha direita. Intrigado, levantei os cobertores.
- NNNNNNNNAAAAAAAAOOOOOOOOOOO